Olá querido (a) colega. É muito bom poder escrever-lhe novamente. Para compreendermos plenamente o evangelho, devemos entender a obra que Jesus fez por nós no passado, faz hoje, e fará no futuro. Tomamos conhecimento disto quando estudamos o ritual do santuário terrestre, dos israelitas, que prefigurava o atual ministério de Cristo no santuário celestial.
Deus fez um pedido especial a Moisés. “E me farão um santuário, para que Eu possa habitar no meio de vocês. Vê, pois, que faças tudo segundo o modelo que te oi mostrado no monte” (Êxodo 25:8). Tal santuário era dividido em dois compartimentos. O primeiro era o lugar Santo, e o segundo o lugar Santíssimo. No lugar santo, o sacerdote realizava o trabalho diário, que consistia em sacrificar dois cordeiros por dia (Hebreus 9:6 e Êxodo 29: 38-42). Continha uma mesa com pães, o candelabro e o altar de incenso (Êxodo 40: 22, 24, 26). No lugar Santíssimo, o sumo sacerdote entrava uma vez por ano, no Dia da expiação, que caía no dia dez do sétimo mês. (Hebreus 9:7). Ali se encontrava a arca a aliança, coberta de ouro, contendo em seu interior as tábuas dos dez mandamentos, uma urna de ouro contendo o maná e a vara florescida de Arão (Êxodo 40: 20,21 e Hebreus 9: 3,4). Um véu separava esses dois compartimentos (Êxodo 26: 33). À frente do lugar santo ficava o pátio, no qual se encontrava o altar do holocausto e a pia em que os sacerdotes lavavam as mãos (Êxodo 40: 29,30). O santuário era móvel, cercado e teve sua construção ordenada e aprovada por Deus (Êxodo 40: 33-38). O serviço diário era oferecer dois cordeiros para a morte (Êxodo 29: 38-42). Os cordeiros sacrificados representavam Jesus, que morreria futuramente por nossos pecados. Os cordeiros deveriam ser imaculados (sem defeito), fazendo alusão ao caráter de Jesus.
Anualmente, acontecia uma festa que dava fim ao ciclo de cerimônias, tal festa chamava-se Dia da Expiação. (Levítico 23: 27-31). Uma vez por ano, realizava-se a limpeza, ou purificação do santuário, no Dia da Expiação, no qual se removia os pecados do povo de Deus.
Como sabemos este ritual, no santuário terrestre, não é mais realizado. Um acontecimento em especial marca o seu fim. Com o completo sacrifício de Jesus, o santuário perdeu sua função. “Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo.” (Mateus 27: 51). A sombra dá então lugar à realidade.
Mas há mais um santuário, onde Cristo ministra por nós, o santuário celestial. “Ora, o essencial de todas as coisas que temos dito é que possuímos tal sumo sacerdote, que se assenta à destra do trono da Majestade dos Céus, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu e não o homem.” (Hebreus 8: 1,2).
Amigo, Cristo não está de férias no Céu. Ele está olhando por nós, respondendo nossas orações, concedendo-nos o perdão cada vez que erramos. A exemplo do que ocorria no santuário terrestre, Jesus está realizando em nosso favor duas atividades no santuário celestial: intercessão (1 Timóteo 2:5 e 1João 2:1), simbolizada pelo serviço diário; e julgamento (João 5:22 e Daniel 7: 9,10), representado pelo Dia da Expiação. Sempre que um pecador arrependido vai a Deus em nome de Jesus e pede Seu perdão, Cristo intercede por ele no santuário celeste, aplicando em seu favor os méritos de Seu sacrifício na cruz.
Jesus nos ama mais que tudo e perdoa nosso pecado por Seu maravilhoso amor. Glórias sejam dadas ao Cordeiro de Deus, Aquele que tira os pecados do mundo!
Fique com Deus e até a próxima carta!